Desde o começo deste ano o mundo enfrenta a pandemia causada pelo coronavírus. A partir de então tivemos que nos acostumar a uma nova rotina de vida em que nossos trabalhos e vidas sociais foram restritas a nossas casas e o isolamento social se fez necessário para o cuidado da saúde. Com isso, tivemos de ficar afastados de pessoas queridas além de alterar o cotidiano. Porém, essa situação parece perto de terminar e já temos o calendário de vacinação da Covid-19 em SP.

É por esse motivo que no texto de hoje falaremos sobre o cronograma de vacinação em São Paulo. Mostraremos qual o calendário previsto pelo estado, qual vacina será utilizada e como está o seu processo de regularização. Além disso, mostraremos qual será a logística de vacinação, o quanto o estado tem de recursos e como ele contribuirá com a vacinação em outros estados. Por fim, mostraremos qual a situação da pandemia no estado e como funciona a Coronavac, vacina escolhida por São Paulo.

Calendário de vacinação da Covid- 19 em SP


O governo do estado de São Paulo anunciou na primeira semana de dezembro o seu plano de vacinação para o ano de 2021. A primeira fase do calendário de vacinação da Covid-29 em SP deve começar em 25 de janeiro e ser concluída até o fim de março.

Em entrevista, Dória afirmou que a vacina deve ser gratuita para todos os cidadãos de São Paulo e, em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde, mostrou quais serão os grupos priorizados nesta fase. Sendo assim, a campanha começará pelos grupos mais afetados pela doença, como profissionais de saúde, grupos indígenas e quilombolas e pessoas com mais de 60 anos.

Essa fase tem como objetivo vacinar 9 milhões de pessoas com a aplicação em duas etapas, sendo 18 milhões de doses. Para isso, a campanha acontecerá em 645 prefeituras de São Paulo em 10 mil postos de vacinação espalhados pelo estado. Além disso, pretende-se adotar protocolos que garantam a saúde das pessoas vacinadas e não gerem aglomerações ou demora no momento da vacinação.

É dessa forma que o governo pretende vacinar aproximadamente 20% da sua população até o fim de março. Confira agora quais são as datas previstas pelo governo cada etapa da primeira fase.

Datas previstas


Como já foi dito, a primeira fase do calendário para vacinação da Covid-19 em SP deve começar no fim de janeiro e terminar no fim de março. O cronograma prevê que a vacinação ocorra em cinco etapas até o fim de março e contará com profissionais da saúde, agentes de segurança, policiais militares e guardas civis municipais.

Sendo assim o cronograma contempla as duas aplicações necessárias para eficácia da vacina e será realizado da seguinte forma:

- profissionais da saúde, indígenas e quilombolas: 25/01 (primeira dose) e 15/02 (segunda dose);

- pessoas com 75 anos ou mais: 08/02 (primeira dose) e 01/03 (segunda dose);

- pessoas com 70 a 74 anos de idade: 15/02 (primeira dose) e 08/03 (segunda dose);

- pessoas com 65 a 69 anos de idade: 22/02 (primeira dose) e 15/03 (segunda dose);

- pessoas com 60 a 64 anos de idade: 01/03 (primeira dose) e 22/03 (segunda dose).

Com isso, se pretende vacinar aproximadamente 20% da população de São Paulo entre o dia 25 de janeiro e 28 de março. O intervalo de aplicação entre as duas doses deverá ser de 21 dias e deverão ser aplicadas 18 milhões de doses até o fim dessa primeira etapa.

Anvisa


Para que o cronograma de vacinação ocorra da forma como o governo do Estado de São Paulo prevê, ainda é necessário que a vacina seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sendo assim, os resultados da última fase de testes realizadas pelo Instituto Butantan foram concluídos na segunda-feira (21 de dezembro) e já foram enviados para a agência. Mesmo tendo os resultados prontos até o momento em que este texto foi escrito os resultados ainda não tinham sido divulgados publicamente (o Instituto prevê a sua publicação para o dia 23/ 12).

Além disso, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse em nota que “"O estudo clínico foi encerrado com mais de 13 mil participantes e os dados foram submetidos a análise que envolve a decisão final e apresentação dos dados pelo comitê internacional. Isso vai acontecer dia 23, a data está mantida".

Sendo assim, resta a Anvisa a aprovação dos resultados divulgados para que a vacina possa ser aplicada de acordo com o cronograma de vacinação proposto pelo estado de São Paulo. Veremos agora como está a preparação para a logística e para os insumos necessários para aplicação.

Logística


Como já foi dito, para essa primeira fase estipula-se que 645 municípios do estado de São Paulo tenham postos de vacinação. No momento o estado tem disponíveis somente 5,2 mil, porém a expectativa é que esses sejam ampliados para 10 mil postos.

Sendo assim, serão utilizados os postos já existentes e, caso necessário, serão utilizadas também escolas, quartéis da PM, farmácias, estações de trem e terminais de ônibus e sistemas drive-trhu.

Além disso, o governo pretende recrutar 54 mil profissionais da saúde para aplicação da vacina e 25 mil policiais para escolta da vacina e segurança dos locais de vacinação. O estado de São Paulo pretende investir aproximadamente 100 milhões de reais em logística nessa primeira fase.

Matéria-prima e insumos


Para que o plano de vacinação do Estado comece dia 25 de janeiro o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) anunciou ainda a compra de mais insumos, como seringas e agulhas para aplicação da vacina nos habitantes de São Paulo no mesmo dia em que enviou os resultados dos testes para o Instituto Butantan. Além disso, o governo ainda tem mais de 11 milhões de seringas e agulhas reservadas e pretende comprar ainda mais insumos.

O governo conta também com 3,1 milhões de doses já compradas e armazenadas no Instituto Butantan e receberá outros novos lotes de matéria-prima para produzir mais doses da CoronaVac no dia 24 de dezembro. Outros dois carregamentos devem chegar até o fim de dezembro, dessa forma o estado de São Paulo terá ainda este ano 10, 8 milhões de vacinas para serem aplicadas na população.

Além disso, o estado pretende ter até o início da campanha de vacinação 30 caminhões refrigeradores de distribuição diária e 5,2 mil câmaras de refrigeração para que a vacina possa ser armazenada de forma adequada.

Outros estados


Desde os primeiros meses da pandemia o governo do estado de São Paulo vem debatendo algumas ideias opostas em relação a crise de saúde com o Governo Federal. Sendo assim, a vacina chinesa foi negociada primeiramente com São Paulo e não está presente no calendário de imunização nacional.

Apesar das disputas com o Governo Federal, a secretaria de saúde de São Paulo anunciou que a vacina não é somente do estado, mas que deve ser um bem brasileiro:

“Todos serão vacinados, garantindo proteção equânime a todos. Esta vacina é do Butantan, mas é do Brasil. Nós não fecharemos a fronteira para os brasileiros de São Paulo apenas. Estamos abertos para brasileiros do Brasil”.

Além disso, oito estados já manifestaram interesse em comprar a vacina chinesa de São Paulo. Porém, os únicos que tiveram os nomes revelados foram a cidade do Rio de Janeiro, governada por Eduardo Paes (DEM) e a cidade de Curitiba, Rafael Greca (DEM). Ao todo se espera que sejam vendidas em torno de 4 milhões de doses para outras regiões do país.

Saiba mais sobre a Coronavac


Depois de entendermos qual o calendário de vacinação da Covid-19 em SP, veremos como a Coronavac é produzida e quais foram os resultados obtidos com os estudos sobre essa vacina até o momento.

Dentre todas as vacinas produzidas desde o começo da pandemia, essa é uma das candidatas mais destacadas para gerar resultados satisfatórios. Produzida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, essa vacina é testada no Brasil por meio do Instituto Butantan e é a aposta do governo do estado de São Paulo para imunização da população.

Como funciona


A vacina contém em sua fórmula fragmentos do vírus inativado e ao ser aplicada faz com que sistema imunológico produza anticorpos contra o vírus que provoca a Covid-19. Sendo assim, ela é aplicada em duas doses para que o corpo possa não somente produzir os anticorpos, mas também garantir uma resposta de imunização a longo prazo.

Uma vantagem da CoronaVac em relação as outras vacinas produzidas e em fase final de teste é que a chinesa da Sinovac Biotech pode ser armazenada em geladeiras comuns já utilizadas para outras vacinas em território brasileiro. Isso porque ela exige armazenamento entre 2 a 8 graus Celsius o que facilita a logística de transporte e armazenamento.

Segurança


Por enquanto, nós temos somente as informações obtidas com a primeira e segunda fase de testes da vacina. Porém, nessas duas fases de estudo observou-se que os anticorpos produzidos são eficazes no combate ao coronavírus.

Os estudos ainda mostraram que a reposta da vacina começa a ser realmente eficaz somente após 28 dias a aplicação das duas doses da vacina, lembrando que após a aplicação da primeira dose é necessário esperar um intervalo de 14 dias para aplicação da segunda dose.

Além disso, os pesquisadores que estão desenvolvendo a vacina observaram que os anticorpos produzidos pelo imunizante geram menos anticorpos que os produzidos por pessoas que tiveram a doença e já estão curadas. Mesmo assim, os resultados da Coronavac ainda são satisfatórios e esperam passar pela fase 3 de testes para determinar qual o seu grau concreto de imunização contra a Sars-CoV-2.

Coronavac em outros países


O Brasil não é o único país que testou a vacina antes dos seus resultados finais. Além do nosso país, a Coronavac está em fase de testes em lugares como Indonésia e a Turquia. Governos do Chile e das Filipinas também negociam doses da vacina.

Ao longo deste texto explicamos tudo sobre o calendário de vacinação da Covid-19 em SP. Mostramos quais serão os grupos priorizados e quais são as datas estabelecidas para cada um. Mostramos como está o processo de aprovação da vacina pela Anvisa, qual será a logística do programa de vacinação e qual a situação atual da pandemia no estado. Por fim, informamos como acontece o funcionamento da Coronavac, vacina que será aplicada nos paulistanos. Com todos esses dados podemos ter esperanças de que estamos perto do fim da pandemia no Brasil.

Situação da pandemia no estado


Ao longo deste ano nós vimos a chegada do coronavírus ao nosso país e a sua evolução rápida. Nesse período, hospitais de campanha foram construídos e a atenção e os investimentos foram redobrados.

Meses depois, mesmo com os esforços do sistema de saúde pública e parte da população paulistana respeitar o isolamento social, nós ainda enfrentamos uma situação complicada em relação ao coronavírus, mesmo que a vacina esteja perto de ser aplicada.

Em São Paulo, foram registrados 45.136 óbitos na segunda-feira (21) e 1.222.776 casos de Covid-19 confirmados. Além disso, até esse dia as taxas de UTI na Grande São Paulo são de 66,9%.

Com a chegada das festividades de fim de ano, os especialistas e profissionais da saúde estão preocupados com o aumento de número de casos. Por isso, o ideal é reunir o mínimo de pessoas possíveis em casa para as comemorações, sempre com muito cuidado e segurança. Assim o sistema de saúde terá capacidade para atender a todos e conseguiremos chegar até o começo da campanha de vacinação com um número menor de infectados e mortos pelo coronavírus.

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