O Governo Federal anunciou o corte de R$ 988 milhões aproximadamente na verba destinada à Previdência Social, sendo que a mesma já fora sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro no início deste ano.

Estima-se que o corte na verba do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irá prejudicar ainda mais a situação da Previdência em nosso país, sendo necessário atrasar e recusar futuras solicitações, prejudicando milhares de pessoas dependentes do sistema.

O Diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social do Estado de São Paulo (Sinssp), Antônio Carlos de Lima, afirmou que este corte irá gerar um “caos” no contexto previdenciário brasileiro.

Isso ocorre, pois, o corte das verbas irá comprometer cerca de 1,85 milhão de pedidos já protocolados junto ao Instituto, e, em adição, os requerimentos futuros que acontecerão. Desses números, aproximadamente 1,3 milhão já estão nas filas de espera desde novembro do ano passado e, provavelmente, podem vir a demorar ainda em seus direitos de respostas.

Um fato a se levar em consideração também é que dos números acima citados, cerca de 630 mil casos estão relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), o qual é ofertado à parcela emergente da população e que necessita de apoio financeiro da previdência, como no caso de pessoas de baixa renda e deficientes.

De tal forma podemos compreender que a faixa da população que será mais afetada é a que está à margem da sociedade e justamente os que necessitam de apoio da União. Dentre esses grande parte possui real direito dos benefícios que, infelizmente podem vir a ser negados por conta do corte citado.

O que agrava ainda mais a situação da Previdência Social é a continuação da pandemia de COVID-19 e o aumento de requerimentos vindos a partir dela. Houve uma sobrecarga de pedidos em que o sistema previdenciário não tem conseguido acompanhar.

O uso das tecnologias digitais favoreceu positivamente para reduzir o congestionamento de pedidos de aposentadoria e benefícios, como no caso do uso da plataforma meu INSS, contudo, a agências fechadas e redução de funcionários públicos continuam sendo um longo transtorno, no qual criam-se filas de pedidos que superam meses.

De acordo com Lima: “A demanda dos trabalhadores em home office aumentou muito a demanda por atendimento, além disso, tivemos um aumento grande de pensões por mortes por causa da pandemia. Enquanto isso, nós não conseguimos atender essa demanda, porque não temos servidores e equipamentos suficientes. Não tem como melhorar a situação sem investimento”.

Ainda, o Governo Federal nos últimos tempos já veio realizando cortes na Previdência Social, como no caso de 3,4 milhões na área de reconhecimento de direitos previdenciários e 180,6 milhões na área de serviços de processamento de dados.

Em acréscimo, o número de funcionários públicos do Instituto caiu de 36 mil para 22.676 trabalhadores, sendo uma redução de 37,7% apenas nos últimos 10 anos.

Por fim, podemos perceber que o ato de corte das verbas direcionadas à Previdência Social é um movimento contrário ao que deveria ocorrer, pois, de acordo com o que podemos compreender, uma reestruturação e otimização dos serviços são necessários para que haja uma futura melhora.

Sendo assim, nós da Solução Crédito Online gostaríamos de saber, leitor.  O que você acha sobre o assunto?