Todos os anos aguardamos ansiosos pelo reajuste do salário mínimo, não é verdade? Sendo assim, vamos conversar um pouco sobre o que fora anunciado para o ano de 2022 e como esse afetará algumas mudanças no sistema previdenciário.

          Fora confirmado pelo Governo Federal que no de 2022 haverá aumento nos benefícios do INSS, teto salarial e contribuições dos segurados, uma vez que, por meio do Projeto Lei Orçamentária da União (PLOA), estima-se que o salário mínimo será de R$ 1.169. O reajuste ocorreu de acordo com a previsão do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), compreendendo a alta da inflação no país que irá se estender até o fim do ano de 2021.

          Estima-se que a inflação irá alcançar a taxa de 6,2% até dezembro, sendo assim, com a alta calculada pelo INPC e a correção do salário mínimo, o impacto será direto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que utiliza estes números para reajustar o valor dos benefícios. Portanto, o reajuste saltará de R$ 1.100, o qual está em vigor atual, para R$ 1.169 que deverá ser pago a partir de fevereiro de 2022.

          Quanto aos valores acima do salário mínimo (piso salarial do INSS), esses também sofrerão reajustes de acordo com o INPC e a previsão da inflação, portanto, caso o segurado tenha interesse em identificar o valor a ser recebido, basta multiplicar o benefício por 6,2%.

          Entretanto vale ressaltar que no caso de agravamento da crise, uma contraproposta pode surgir e os índices aumentarem, o que torcemos para que não ocorra, pois já é possível verificar uma defasagem nos valores perante as dívidas da população apesar das medidas de contenção inflacionárias existentes.

          Tendo em vista o aumento do piso salarial, não podemos nos desatentar sobre o fato de que o aumento da contribuição também existe, haja vista que o benefício também sofre aumento, sendo assim, tanto contribuintes individuais, quanto facultativos deverão se ater quanto a esta mudança.

          Por fim, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) também contará com o aumento, uma vez que este benefício é pago referente ao piso salarial do INSS aos segurados. Vale ressaltar também que com o reajuste, o BPC também sofrerá readaptação em sua regra, a qual é relacionada ao ¼ de salário mínimo por pessoa na família. Conforme a nova regra portanto, a renda mensal máxima por pessoa em uma família de 4 membros passa a ser de até R$ 292,25.

          Contudo, sabemos que os gastos aumentam cada vez mais. As contas tornam-se ainda mais preocupantes no contexto atual de crise sanitária, econômica e política em nosso país. Segundo estudos da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada de forma mensal pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo já referente aos gastos de uma família brasileira neste mês de agosto, deveria ser de aproximadamente R$ 5.583.90. Um pouco longe da realidade existente talvez.

          Afinal, o que você acha, caro leitor? Foi um bom e esperado aumento? Nós da Solução Crédito Online gostaríamos de ler sua opinião. Em acréscimo, continue conosco que iremos continuar sempre informando e compartilhando novidades relacionadas ao mundo financeiro e previdenciário.