Caro leitor, no dia 15 de julho de 2021, o Ministério da Economia posicionou-se com relação ao reajuste do salário mínimo de 2022 ao Congresso Nacional, divulgando que o mesmo será sem ganho real e abaixo da taxa de inflação, alcançando o valor de R$ 1.147,00.

Vale ressaltar que o salário mínimo atual é de R$ 1.100,00, sendo recebido por milhões de brasileiros e utilizado para definir como média de pagamento de diversos benefícios realizados pelo Governo Federal. Todo ano este valor sofre reajustes embasado na taxa de inflação, sendo que, há três anos consecutivos, o salário não irá possuir reajuste real.

Este reajuste nasceu a partir da implementação do Plano Real do Ex-Presidente Itamar Franco e Ministro da Fazenda no momento o também Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sendo continuado pelos governos seguintes. Todavia, admitir que o salário aumente congruentemente junto à taxa de inflação gera gastos exacerbados ao Governo Federal, sendo assim, algumas políticas entendem que esteve valor não pode necessariamente acompanhar a porcentagem da inflação ou ser acima dela como outrora, o que gera redução de gastos, mas também dificuldades à população de classe baixa e emergente.

Por sua vez, o Governo atual não tem realizado o reajuste estruturado na taxa IPCA, relacionada à inflação, e, sim, por meio da projeção prevista na Lei de Diretrizes e Orçamentos (LDO), estimando-se sobre o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Isto ocorre, pois, a inflação encontra-se em elevados 8,35% nos últimos 12 meses, enquanto o reajuste prevê uma taxa de 4,3%, portanto, caso continuasse acompanhando a inflação, o valor seria o dobro do atual divulgado.

A grande discussão envolta no não acompanhamento do reajuste sobre a taxa de inflação é que, no atual momento de crise financeira e sanitária global, preços de produtos básicos ao cotidiano têm subido drasticamente, porém, como o reajuste não acontece de forma taxada como adequada ao valor destes preços, há um desbalanceamento, assim sendo, as dívidas da população aumentam, enquanto, por sua vez, o salário permanece praticamente o mesmo.

Como dito anteriormente, o salário mínimo é utilizado para definir diversos benefícios efetuados pelo Governo Federal, sendo alguns destes, o 13º e as férias. Já no que tange à previdência Social, benefícios como: seguro desemprego, BPC, abono salarial PIS/PASEP, também estão interligados a tais mudanças.

Ademais, além desses, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) fornece ao segurado, atualmente, o piso do benefício de 1.100,00 reais e o teto de 6.433,57 reais. O valor destinado ao segurado dependerá de sua contribuição através dos anos, todavia, os que recebem o piso salarial, de acordo com a legislação brasileira, estes devem receber o valor de um salário mínimo.

Apesar do reajuste proposto ser de um valor baixo comparado à inflação, o Ministério da Economia encontra-se ainda no vermelho pelo segundo ano consecutivo. Compreende-se que as contas públicas fecharão no final de 2021 com um défice de 170,5 bilhões de reais. As próximas previsões também não são favoráveis, pois entende-se que o teto de gastos do Governo Federal pode chegar até 1,592 trilhão, com a alta do PIB em 2,5% e um acréscimo de 3,5% na inflação.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), para que uma família de 4 membros se sustente em nosso país, o salário mínimo deveria ser R$ 5.421,84 seguindo as taxas atuais existentes, porém, é possível perceber como estamos um tanto longe deste valor.

Apesar de alguns dados desanimadores e a perspectiva de que a crise ainda continuará afetando nosso país por mais algum tempo, não podemos desistir de continuar e traçar, de forma consciente, nossos objetivos para o futuro. Para tanto, a Solução Crédito Online continua a apoiar seus sonhos e a ajuda-los a se tornarem realidade. Venha simular seu empréstimo consignado conosco e garanta as melhores ofertas presentes no mercado que podem, inclusive, ser contratadas de forma 100% segura e online.